O vinho dessa semana é uma recomendação do meu grande amigo,
grande chef e grande sommelier (ao contrário de mim, com um diploma) Leopoldo
Mayrinck. É o segundo “patrício”, o que demonstra o que eu já disse antes: os
Portugueses estão campeões em custo-benefício (ao contrário de em Futebol, onde
eles têm o jogador mais caro e mais inútil do mundo, para a sua seleção...).
1. FICHA TÉCNICA
-- Produtor: Paulo Laureano (o Leopoldo disse que conheceu o
“fera” em Portugal e que ele é uma figura. Fica a dica para quem estiver de
malas prontas para lá).
-- País: Portugal
-- Denominação de Origem: Não tem; mas tem uma Indicação
Geográfica Típica (IGT): Regional Alentejano (ver mais nos comentários)
-- Uvas: Trincadeira, Aragonez e Alfrocheiro
-- Teor alcoólico: 13%
-- Ano: 2010.
2. MINHAS NOTAS DE DEGUSTAÇÃO
-- No nariz: complexidade média-alta, aroma de framboesa,
canela e aniz
-- Na boca: textura forte, tanino marcante (mas não
exagerado), gosto de amora e framboesa.
-- Retrogosto: ameixa seca
3. ONDE COMPREI E PREÇO
-- Supermercado Prezunic da Rua General Polidoro (Botafogo)
-- R$ 25,90
4. ALGUNS COMENTÁRIOS (e dicas de harmonização)
Portugal, depois da União Europeia, passou a ser um
importante centro produtor de vinhos, saindo de uma tradição fraca de vinhos
excessivamente doces (o que nós brasileiro conhecemos muito bem, com os nossos “Sangues
de Boi” – pronuncia-se “boá”, para quem não sabe...). Ultimamente, o
custo-benefício vem sendo a marca dos vinhos portugueses – embora alguns deles,
especialmente os reservados da região do Douro, sigam ganhando festivais e
indicações de especialistas.
O nosso vinho da semana é de uma região cada vez mais
proeminente em Portugal, o Alentejo. Os vinhos alentejanos costumam ser mais
suaves, tanto na textura quanto no aroma/sabor, o que faz deles, normalmente,
excelentes acompanhamentos para peixes gordurosos e coesos como o bacalhau.
Este Paulo Laureano é um bom exemplo de como a criatividade
pode casar bem com o vinho. Apesar de ser um Alentejano, este vinho tem
características muito parecidas com os vinhos bordaleses (ou seja: da região de
Bordeaux, na França, para quem não ligou o nome à pessoa), tanto no sabor,
quanto na textura. Há uma grande complexidade nele, atípica para vinhos do
Alentejo. E o preço é excelente.
Para acompanhar esse vinho, sugiro evitar o peixe, mesmo o
bacalhau. Uma possível exceção aqui seja peixe cru (ou seja: sushis, sashimis e
makimono), por conta da textura mais rústica. No mais, carnes simples ou mais
complexas e frangos com molho são excelentes pedidas.
Os vinhos alentejanos, os mais suaves?!!!
ResponderExcluirSem perceber de vinho e ao que parece de futebol...